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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

10 anos do estatuto do desarmamento: alguma coisa a comemorar? Somente consequências danosas!


Não há nada a comemorar. A lei que teve (a boa intenção?) de reduzir a violência parece ainda não ter alcançado nenhum sucesso. A ação promoveu o desarmamento de pessoas honestas, que entregaram suas armas confiando na segurança pública e na competência de nossos governantes. No entanto, o que assistimos foi um crescimento desenfreado da violência no país, onde o número de assaltos estupros e homicídios aumentou consideravelmente. Uma década em meio a divergências sobre a influência das restrições na queda da violência no país. De acordo com o Ministério da Justiça, mais de 650 mil armas foram retiradas de circulação no Brasil (o que não refrescou em nada a criminalidade). O número de mortes, no entanto, ficou praticamente estável no período, uma média de 39 mil por ano. Já o IPEA constatou que os homicídios caíram 12% na última década, número contestado por organizações não governamentais. E ainda teve, em 2005, o referendo em que os brasileiros votaram a favor do comércio de armamentos e munições. Não bastam leis que desarmem cidadãos comuns e os coloquem à mercê de bandidos armados, enquanto políticos e milionários passeiam de carros blindados e seguranças. É preciso uma mudança profunda não só nas leis mas na mente e nas ações dos governantes.